Comprometimento – Você é comprometido ou Pensa que é? Mas, é visto como?

Muitos profissionais acordam todos os dias acreditando que o comprometimento é uma via de mão única, focada apenas nos seus próprios objetivos, sonhos e no seu “plano de vida”. Eles pensam: “Vou fazer o meu, da melhor forma possível, e o resto que se exploda”. Mas a verdade nua e crua é outra, se o seu comprometimento começa e termina em você, sua carreira tem um teto de vidro muito baixo.

Seu crescimento está diretamente ligado às pessoas que caminham com você e, principalmente, ao valor que você agrega a elas. No mundo corporativo de alta performance, o comprometimento isolado é confundido com egoísmo, e o egoísmo gera desconfiança. O verdadeiro segredo para ascender na carreira não está em quão rápido você corre sozinho, mas em quão indispensável você se torna para o sistema onde está inserido.

Como atestam diversas normas de qualidade, a excelência não é um ato isolado, mas um padrão de conformidade e melhoria contínua em todos os processos. Se levarmos esse conceito para o comportamento humano, entendemos que ser um profissional de alto nível significa garantir que cada interação, cada entrega e cada palavra sua eleve o padrão do grupo, da equipe, do todo. O comprometimento real é com a qualidade total da sua presença, a forma como se compromete, o respeito, como escuta, colabora enfim, comportamentos.

Muitos vivem a agonia de se sentirem injustiçados. Dizem: “Eu sou comprometido, chego no horário, faço minha parte, mas não sou promovido”. O erro aqui é a interpretação do que é “fazer a parte”. Fazer o esperado é apenas a obrigação de quem quer manter o emprego. Já o profissional que atinge a raridade entende que seu compromisso é com o resultado do todo. Ele antecipa as necessidades do gestor, resolve gargalos antes que eles virem crises e, acima de tudo, investe no desenvolvimento dos seus pares.

Essa mudança de mentalidade é a base do Método O Profissional 9001. Quando você para de olhar apenas para o seu umbigo e passa a observar os padrões de quem realmente detém o poder e a influência, você descobre que essas pessoas são “nodos” de solução. Elas não são apenas boas no que fazem, elas tornam o ambiente ao redor melhor, aliás, muito melhor. Elas saem da categoria de “profissionais comuns” para se tornarem “profissionais raros”.

Se você sente que sua evolução travou, faça uma análise fria: seu comprometimento hoje é apenas com o seu salário ou é com o nível de excelência da sua entrega para o mundo? O mercado não paga pelo seu esforço, ele paga pelo valor percebido da sua contribuição. O comprometimento está entre as principais chaves que abrem portas.

Quando você decide que a mediocridade não faz mais parte do seu dicionário e assume um compromisso inabalável com o padrão dos raros, você deixa de buscar oportunidades e passa a ser a própria oportunidade que as empresas procuram. A decisão de elevar seu nível de jogo é sua, mas o impacto dessa decisão será sentido por

todos ao seu redor. Afinal, quem não vive para colaborar e fazer acontecer o processo, terá muita dificuldade para administrar o sucesso. Pense sobre isso!

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